27 Setembro 2009



O Choque Geracional e a necessidade de mudança


Este país vive ainda um par de anos atrás de alguns países ocidentais, sobretudo, países de cultura anglo-saxónica. Depois de um período de quarenta e dois anos de ditadura, até 1975, onde um povo vivia oprimido, sem liberdade de expressão, e em estado de dormência, é natural que haja um desfasamento natural relativamente a outros países europeus, afinal trata-se da mais longa ditadura da Europa. Apesar de tudo, de 74 para cá, Portugal é um país com um nível acelerado de abertura e em crescente mutação, e isso nota-se nas gerações mais novas, mais viajantes, força motora e impulsionadora deste país.
No dia-a-dia, vejo progressos notáveis na vida quotidiana, na forma menos burocrática e mais célere, como se tratam de assuntos, mas verifico que as gerações mais velhas têm dificuldade em acompanhar este progresso. Por exemplo, vejamos uma repartição pública, e o caricato que é observar idosos com dificuldade em retirar uma senha, acabando sempre por pedir ajuda. Eles sentem que esta sociedade, já não lhes pertence, e por isso, baixam os braços, tal é o progresso e a constante mudança. Isto é um facto, e muito temos feito na última década pela modernização da administração pública.
A aceleração tem sido notável, e Portugal, defronta-se com um sério problema, que são as gerações mais antigas em confronto com as mais jovens.
A mudança faz-se, com mais ou menos resistência, e com maior ou menor dificuldade, e alguns valores bem enraizados na sociedade portuguesa, são agora postos em causa.
Por isso, e porque precisamos de re-inovar esta sociedade, temos que retirar aqueles que há muito estão no poleiro, precisamos de classes políticas renovadas com ideias progressistas, com espírito crítico, e voz activa na denúncia de irregularidades e oportunismos, e nestas eleições voto em partidos capazes de reinventar a sociedade portuguesa, porque precisamos de perder dogmas instituídos, medos, preconceitos, e ganhar abertura, por uma sociedade plural.

23 Setembro 2009


Mais uma malha funk, que vale a pena escutar, John Ellison, membro dos Soul Brothers, que ficou célebre pelo single "Some kind of wonderful", música que foi reeditada por artistas como Joss Stone.
"You´ve got to have that rythm" é o som que trago, LP que foi samplado por exemplo, DJ Shadow, a rare funk track for your delight.

21 Setembro 2009



Frase do Dia:

"Nunca imites ninguém. Que a tua produção seja como um fenómeno da natureza."

Leonardo da Vinci

12 Abril 2009

Sam & Dave - Hold on I´m Comin´

Esta semana venho com mais groove para contaminar as vossas mentes e trago-vos, Sam & Dave, um duo de cantores Soul e R&B, que assolou os palcos entre 1961 e 1981. Este video que vos trago é retirado de um concerto na Noruega, e é um dos seus principais hits. O LP, " Hold on I´m Comin´ " lançado em 1968, foi o seu primeiro grande sucesso, e podemo-lo encontrar muito bem enquadrado, na excelente banda sonora do filme, American Gangster. Para além deste hit, o duo assina outros êxitos intraplanetários do universo Soul, como é o caso de "Soul Man" que foi considerada uma das músicas mais influentes dos últimos 50 anos.

01 Abril 2009


Um hino à coragem em tempos de sobrevivência

Encontrei um livro escondido no armário, com as páginas amareladas e com o preço de 130 escudos (70 cêntimos), vejam lá..! Este livro relata-nos uma história real de sobrivência no alto-mar. Uma verdadeiro relato emocionante, sobre o dia-a-dia de uma família de cinco pessoas e um amigo, que a bordo de um veleiro, naufragam no grande Oceano Pacífico, a ocidente das Galapágos, em 1972. Estes andam à deriva num balseiro pneumático e mais tarde, num barco de fibra de vidro (utilizado como reserva), enfrentando severa desidratação, fome e frio, durante trinta e sete dias.

O líder do grupo, narrador e autor do livro, Douglas Robertson, tenta manter sempre o grupo unido, e mesmo apesar de as suas três crianças e esposa estarem a bordo, distribui rações de alimentos e água levando em consideração as necessidades de cada um e as provisões existentes.

Heróico, excelente marinheiro, bom gestor e sempre engenhoso, ao longo da jornada, aperfeiçoa os seus utensílios de pesca para conseguir apanhar douradas, faz cálculos diários sobre a localização e os ventos para estimar o tempo necessário para chegar à costa, racionaliza as reservas de provisões, dá tarefas a cada um, e melhora os métodos de colecta e armazenagem de água doce das tempestades. Ao longo desta interminável espera, todos começam a criar uma relação cultural com o mar, e já não pensam no salvamento como o objectivo da sua existência. Depois de muitos dias de vígila solitária no mar, deixam de desesperar com salvamento, e adaptam-se a esta luta predatória pela sobrevivência no mar, como se tratasse de um novo modo de vida.

O livro pode ser uma excelente leitura, e serve de motivação e exemplo para enfrentar tempos difíceis.

Livro: Robertson, Douglas. Sobreviver. Publicações Europa América

25 Março 2009


© Tracy Caruso

Dan Perjovsich e o seu criticismo social incisivo

Há cerca de um ano, depois de uma visita de um familiar ao MoMA, em Nova Iorque, fiquei a conhecer o trabalho deste artista romeno. Este artista recria espaços desenhando cartoons através de um marcador preto ou giz, e a partir desta sua linguagem única, retrata eventos globais com ironia e sentido crítico, promovendo um exercício de consciência a quem visite estes espaços. Este exercício de consciência, promove o debate, sobre feridas da sociedade actual, como é o exemplo, da actual crise ecónomica mundial e a necessidade de reformulação ou revisão dos fundamentos capitalistas, a gestão de tempo, o sensacionalismo da comunicação social, a perda de privacidade vs vigilância permanente, ou o actual centro de decisões políticas internacionais.

Através da visita do seu site oficial, fiquei a constatar a sua presença em 2007, na Culturgest no Porto, onde fez novas abordagens e "desafiou novas visões sobre o mundo", inclusive sobre o aborto, altura em que decorria um referendo sobre a sua legalização em Portugal.

17 Março 2009

Chick Corea - Fickle Funk

15 Março 2009


Dando uma nova vida....com estilo, poupança e responsabilidade ambiental

Com a intenção de reaproveitar desperdícios industriais e criar produtos verdes com conteúdo estético, a Reestore dá-nos ideias de como reaproveitar lixo. Digo ideias, porque os preços são proibitivos, e com uma boa dose de trabalho, é possível tranformar uma banheira num belo sofá.

09 Março 2009


Meninos de Rua

Através do documentário "Onibus 174", tomei conta de um problema sério. O documentário pretende agitar consciências para a forma como a sociedade brasileira, em geral, lida com os meninos de rua. Estes na sua maioria tem à partida o futuro comprometido, e não têm esperança a não ser enveredar pelo mundo do crime. Sem qualquer possibilidade de reinserção e acompanhamento adequado, o documentário relata o assalto feito por Sandro Nascimento, a um autocarro no Rio de Janeiro, em Junho de 2000. Este não correu como planeado, e a polícia aparece no local e posteriormente a Comunicação Social, transmitindo em directo todo o drama do sequestro durante quatro horas. Paralelamente, às imagens do sequestro é-nos contada toda a história traumática do sequestrador.
Sendo que Sandro, quando pequeno, tivera assistido ao assassínio da sua mãe, grávida, por cinco homens. Sem Mãe e com Pai desconhecido, Sandro vai para as ruas e foi inclusive, um dos sobreviventes do massacre da Candelária, em 1993, quando policias dispararam à queima roupa, em mais de 40 crianças e adolescentes que dormiam na rua, junto a um igreja, matando oito delas.
Há momentos interessantes e assustadores no filme, como são a dimensão das favelas do Rio, vistas de helicópetro, os momentos de fragilidade humana do "menino da rua" quando começa a ganhar intimidade com um dos reféns, e a má preparação policial em situações destas, que resultam na morte de uma refém, que por certo se deslocava para o seu local de trabalho, e estava naquele dia no local errado à hora errada.


02 Março 2009


O Investimento Chinês nos países africanos

Tarde profícua, na Universidade do Minho na companhia dos Professores Luís Lobo-Fernandes, Miguel Santos Neves, José Francisco Paiva e Fernando Jorge Cardoso no âmbito de um workshop, onde todos os intervenientes eram convidados a falar sobre a África Sub-Sahariana, o sistema internacional e os desafios futuros. Da discussão, ficou evidente que a África perdeu muita importância estratégica durante o período pós-guerra, com o plano Marshall. No entanto, face à crise mundial, as oportunidades de construcção de infraestruturas e a corrida aos recursos naturais, como resultado da saturação dos mercados internos dos países mais desenvolvidos e da turbulência e instabilidade existente no Médio-Oriente.
Durante o workshop falou-se sobre a União Africana, e a sua política de segurança comum, muito progessista em relação à União Europeia, falou-se sobre modelos de co-desenvolvimento e cooperação paritária, mas o assunto que mais me chamou atenção, recaiu sobre o relacionamento entre a China e África. O gigante chinês com a sua estratégia de desenvolvimento económico de longo-prazo e estratégia de predominância geopolítica, encontrou excelentes oportunidades no continente africano, tal como o fizera no continente norte-americano, face ao crescente endividamento público, com a compra de dívida pública.
Os principais factores para esta parceria entre a China e África, na opinião dos intervenientes e na qual concordo plenamente, em primeiro lugar, está relacionado com a falta de competitividade das empresas para concorrer nos mercados ocidentais, a outra razão está relacionada com a criação de uma "frente de combate" aos países ocidentais, uma vez que estes impõem entraves nas suas relações de parceria com compromissos, como a democracia, respeito pelos direitos humanos, e transparência das classes políticas. Como se sabe isto não acontece, na China e nem nas classes governantes africanas, e por isso face às muitas exigências do FMI, os empréstimos chineses concedidos aos países africanos são mais vantajosos e têm como única garantia os recursos naturais (petróleo), em caso de incumprimento do mesmo. Assim, a China continua o seu projecto de crescimento sustentado no longo-prazo, e os países africanos conseguem aceder a financiamento e capital, mais facilmente. Face a este cenário de duas opções, estas democracias não consolidadas com classes governantes, sedentas de poder e dinheiro, irão optar pela 2ª, isto é, a parceira chinesa. No entanto, isto cria dois novos problemas. E estes são, passo a citar: o aumento do despotismo das classes políticas africanas que voltarão a ganhar preponderância, e outro ainda mais grave que está relacionado com a crise económica mundial e suas consequências. Vejamos, como exemplo, as fábricas na China a fecharem por fata de encomendas, devido ao facto de não haver alocação dos produtos nos mercados mundiais, e a corrida ao petróleo invariavelmente a decrescer ( como já se verifica com a sobrelotação dos portos chineses com petroleiros estacionados). Se a China não cria um mercado interno sufecientemente grande, esta parceria não fará mais sentido, e voltaremos a épocas de dificuldade e convulsões sociais em África.

01 Março 2009

Oscar Peterson & Count Basie -Slow Blues
A armadilha da manipulação feminina numa grande cidade

Pretendo com isto, que as pessoas reflictam, utilizando como pano de fundo, pequenas experiências efectuadas no meu laboratório psíquico, em vivências, e seguindo o método ciêntifico darwiano, obti algumas evidências. Com esta análise, não pretendo, uma guerra entre sexos, mas sim a percepção de diferença entre géneros, e a maior compreensão sobre o comportamento evolutivo das espécies. Cheguei à conclusão que o homem é mais previsível, espontâneo, dominador mas dominável, e a mulher calculista e sentimental. Em comum, está a nossa fragilidade.
Quando existe química entre duas pessoas, o que menos se espera é que esta efémera atracção se venha a transformar numa paixão avassaladora e futuramente numa relação conflituosa. O progresso ou "retrocesso" é inacreditável, e a sua evolução lenta, inaudível, indecifrável, mas eficaz
.
Em grandes cidades, há coisas que não deviam acontecer, como, momentos de fragilidade e sensibilidade humana. Passo a explicar, em linhas breves. Potencialmente, o local ideal para o “flirt” são os bares nocturnos onde estranhos se conheçem e dançam sem preconceitos. Numa noite, pode existir alguém a monte, interessante visualmente, e apelativa. E basta um mero jogo sedutor de olhares para a loucura.
Há à partida, como pressuposto da minha análise e futura descoberta, partilha de gostos e maneiras de ser.
O mais provável, face à crescente insatisfação do homem, valorização do sentimento de independência e livre arbítrio nestas cidades, é uma "relação" física, um fugaz relacionamento cuja a sensação de revolta apelidei com a expressão,” Vemo-nos numa outra vida”, por incompatibilidade de vidas ou individualismo coerente e sensato das pessoas que atormenta estas cidades. Em jeito comentário, esta era a minha frustração, a minha luta, porque que não estava habituado a viver em metrópoles desta dimensão.
A vida corre bem, a paixão é visceral e somos donos do mundo, somos presunçosos porque achamos ser capazes de contaminar o mundo, o ar, a atmosfera envolvente e com isso estremecer as mentes pensantes mais mórbidas que correm com razão atrás do tempo que as persegue. Sentimo-nos e partilhamos esse sentimento com um simples olhar no metro e nas ruas. A sintonia é fantástica e cada vez que nos encontramos, e passamos o tempo inteiro juntos, celebramos, e quando não estamos perseguimos o próximo encontro. Não há alternativa quando se é jovem e solitário. Deixamo-nos levar pela torrente da alegria em vez da libertinagem.
Ao ínicio tudo é perfeito, até que a mulher começa a cobrar e a querer mais. A reacção do humanista, do irracional, do solitário, é pensar racionalmente, e aqui está a falácia, o paradoxo, as malhas onde fui parar, e pensamos no bem terapêutico que a sensação nos provoca, por isso, não há alternativa e cede-se à pressão.
Esta bonita história de encantos até à manipulação, é um passo curto. A sedução, passa à paixão, a paixão passa à paixão-amor, e a um passo está a confusão de sentimentos com a manipulação a revelar-se constrangedora para os homens e paranóica para as mulheres, é necessário refazer a experiência e comprovar a veracidade, para bem de ambos e para bem do crescimento pessoal.

22 Fevereiro 2009


Desertos na Europa


No último sábado tomei consciência dalgumas consequências nefastas resultantes do excessivo consumo de àgua que leva à desertificação das algumas regiões, no caso concreto do Sul da Península Ibérica. O documentário, "Deserts in Europe", inserido no Festival CineEco , que está a passar por algumas cidades portuguesas, fala-nos do caso de Benidorm e no boom imobiliário inerente com a massificação do turismo nessa àrea (campos de golf, resorts, prédios, piscinas), e nas consequências do uso excessivo de àgua nestes locais. Uma delas, é a falta de água essencial, para o cultivo de frutos e vegetais. A rede distribuição de àgua não funciona mais, para este sitios mais remotos. Em desespero de causa os produtores agrícolas tentam salvar as suas plantações reduzindo a sua produção, e com isto aumentando a àrea árida.

De forma indirecta, o homem contribui para esta catástrofe natural, pois não faz uso eficiente da àgua, e com o aumento do aquecimento global as consequências de desertificação serão irreversíveis.

Este exemplo aplica-se muito bem à situação que temos em território nacional, como é o caso do Algarve.

A obsessão pelo lucro de curto-prazo não tem qualquer tipo de piedade pelo a protecção e conservação do ambiente. Exigem-se líderes responsáveis que regulem e não permitam estas atrocidades.

05 Fevereiro 2009

O preço do transporte público na TUB

Há dias chovia a cântaros na cidade de Braga, e como já é habito, para poupar dinheiro prefiro ir para a casa a pé em detrimento do transporte público. No entanto, desta vez e porque chovia muitissimo, apanhei o autocarro e paguei 1,35 centimos. Achei um verdadeiro abuso os preços praticáveis e os aumentos anuais completamente discriccionários e sem qualquer fundamentação lógica. Qual a justificação, será que os preços dos combustiveis estão a aumentar e eu ainda não tomei conhecimento!?!

02 Fevereiro 2009

HAVE EVER THOUGHT ABOUT THIS? I GUESS SO..


This is definitely a signal of a new world order, don't you think?

27 Dezembro 2008

Nightmares on Wax - Morse

23 Novembro 2008



Manifesto à Mudança

Os partidos políticos são organismos em decomposição. Pretendem adaptar o seu projecto de sociedade, a problemas actuais, que são debatidos e onde se exigem reformas, como por exemplo: a idade da reforma, a assistência médica, o ensino público, avaliação dos professores..etc. Com a evolução do mundo, tentam concertar o seu projecto de sociedade, os seus ideais, a questões prioritárias que afligem o seu país, sem resultado. São incoerentes nas suas opiniões, são vítimas de desfragmentação interna e desprezo das populações. Hoje, acredito mais em pessoas com ideias, com projectos independentes, sem vínculos e rótulos, porque o mundo está continuamente a reinventar-se e hoje que o é verdade, amanhã poderá ser mentira. A liberdade de decidir e mudar é o ínicio para pensar.

20 Novembro 2008

SKYY - HIGH (1980)



Reviver a febre das noites de sábado à noite nos fins da década de 70, ou sentir o fervilhar de uma fabulosa bass line sobre uma batida disco, são duas razões para ouvirem este tema.

13 Novembro 2008

HEADHUNTERS - IF YOU'VE GOT IT, YOU'LL GET IN
Começo hoje, a reproduzir algumas malhas funk (com direito a label: Funky Cuts) para todos os groovaholics e funkateers do planeta Terra. Aposto neste som brutal dos HeadHunters, banda esta criada por Herbie Hancock através de uma reunião de musicos em 1973, e que mais tarde viria a dar nome ao titulo do album que inclui a Chameleon, por exemplo. Mais tarde em 1975, já sem a genialidade de Hancock,a banda de Jazz Funk lança um album chamado Survival of the Fittest com "if you've got it, I'll get in" a captar a minha atenção, quando escutava um Dj Set na WeFunkRadio.

05 Novembro 2008

Captain Beefheart - Abba Zabba

Song before song before song blues
Babbette baboon (repeat) abba zabba zoom
To shatter the noon Babbette baboon (repeat)
Comin' over pretty soon Babbette baboon
Run run catch her soon doctor dawn sunshine on Babbette baboon
Mother say son she say son you can't lose with the stuff you use
Abba Zabba zoom Babbette baboon (repeat both)
Run run morning soon Indian dream tiger moon
Yellow bird fly high go battle sky to shatter the moon
Babbette baboon gonna catch her soon Babbette baboon
Song before song before song blues
Babbette baboon abba zabba zoom (repeat both)
To shatter the noon abba zaba zoom
Gonna zaba her soon Babbette baboon abba zabba zoom (repeat)
Gonna catch her soon