A armadilha da manipulação feminina numa grande cidade
Pretendo com isto, que as pessoas reflictam, utilizando como pano de fundo, pequenas experiências efectuadas no meu laboratório psíquico, em vivências, e seguindo o método ciêntifico darwiano, obti algumas evidências. Com esta análise, não pretendo, uma guerra entre sexos, mas sim a percepção de diferença entre géneros, e a maior compreensão sobre o comportamento evolutivo das espécies. Cheguei à conclusão que o homem é mais previsível, espontâneo, dominador mas dominável, e a mulher calculista e sentimental. Em comum, está a nossa fragilidade.
Quando existe química entre duas pessoas, o que menos se espera é que esta efémera atracção se venha a transformar numa paixão avassaladora e futuramente numa relação conflituosa. O progresso ou "retrocesso" é inacreditável, e a sua evolução lenta, inaudível, indecifrável, mas eficaz.
Em grandes cidades, há coisas que não deviam acontecer, como, momentos de fragilidade e sensibilidade humana. Passo a explicar, em linhas breves. Potencialmente, o local ideal para o “flirt” são os bares nocturnos onde estranhos se conheçem e dançam sem preconceitos. Numa noite, pode existir alguém a monte, interessante visualmente, e apelativa. E basta um mero jogo sedutor de olhares para a loucura.
Há à partida, como pressuposto da minha análise e futura descoberta, partilha de gostos e maneiras de ser.
O mais provável, face à crescente insatisfação do homem, valorização do sentimento de independência e livre arbítrio nestas cidades, é uma "relação" física, um fugaz relacionamento cuja a sensação de revolta apelidei com a expressão,” Vemo-nos numa outra vida”, por incompatibilidade de vidas ou individualismo coerente e sensato das pessoas que atormenta estas cidades. Em jeito comentário, esta era a minha frustração, a minha luta, porque que não estava habituado a viver em metrópoles desta dimensão.
A vida corre bem, a paixão é visceral e somos donos do mundo, somos presunçosos porque achamos ser capazes de contaminar o mundo, o ar, a atmosfera envolvente e com isso estremecer as mentes pensantes mais mórbidas que correm com razão atrás do tempo que as persegue. Sentimo-nos e partilhamos esse sentimento com um simples olhar no metro e nas ruas. A sintonia é fantástica e cada vez que nos encontramos, e passamos o tempo inteiro juntos, celebramos, e quando não estamos perseguimos o próximo encontro. Não há alternativa quando se é jovem e solitário. Deixamo-nos levar pela torrente da alegria em vez da libertinagem.
Ao ínicio tudo é perfeito, até que a mulher começa a cobrar e a querer mais. A reacção do humanista, do irracional, do solitário, é pensar racionalmente, e aqui está a falácia, o paradoxo, as malhas onde fui parar, e pensamos no bem terapêutico que a sensação nos provoca, por isso, não há alternativa e cede-se à pressão.
Esta bonita história de encantos até à manipulação, é um passo curto. A sedução, passa à paixão, a paixão passa à paixão-amor, e a um passo está a confusão de sentimentos com a manipulação a revelar-se constrangedora para os homens e paranóica para as mulheres, é necessário refazer a experiência e comprovar a veracidade, para bem de ambos e para bem do crescimento pessoal.